Postagem Complementar, 10/06/2010, grupo 13


Existe um numero limitado de explicações do porque tantas organizações adotarem a forma burocrática. Uma dessas explicações enfatiza a biologia (necessidades): Seria natural e genético criar uma ordem de vida de acordo com a hierarquia.
A outra enfatiza a eficiência e uma maneira funcional para organizar atividades de larga escala sob certas condições. Que seria a melhor maneira de organizar atividades de larga escala sob certas condições.
Esta ultima explicação tornou-se a mais aceita e é conhecida como
Teoria Institucional.
Berger e Luckmann dizem que a realidade é socialmente constituída: fatos, necessidades, cobranças lapidam a realidade das pessoas de acordo com suas funções ( elas não seriam como elas estão no momento em condições naturais). Assim, muito mais daquilo que aceitamos como realidade é socialmente construído. Ou seja, a institucionalização é a repetição de ações que ganham significados e valores pelas pessoas que praticam e repetem.
Meyer e Rowan argumentam que sociedades modernas são constituídas de muitas regras institucionalizadas. Sendo que muitas dessas regras são mitos racionalizados que raramente são posta à prova. A opinião publica sistema educacional, leis ou outras formas de instituição sustentam os mitos racionalizados, que sustentam as regras institucionalizadas, que por sua vez compõem as bases da sociedade moderna. Esquematicamente representado:
Opinião publica sistema educacional, leis ou outras formas de instituição.
Mitos Racionalizados
Regras Institucionalizadas
Sociedades Modernas


Muitos fatores que caracterizam gerenciais e organizações não são baseadas na eficiência ou efetividade, mas nas pressões sociais e culturais para se alinharem com praticas já legitimadas.
Receitas de gurus do assunto que não garantem ou foram provadas serem de sucesso, são obrigadas a serem postas em pratica, pois caso contrario a organização é vista como0 anacrônica, inerte e reativa. A Teoria Institucional analisa o impacto dessas pressões nas organizações e decisões gerenciais.

Isomorfismo


DiMaggio e Powell explicam o por que as organizações adotam formas similares e praticas. Chamam essa copia de isomorfismo. Assim, a transmissão do isomorfismo seria realizada de três maneiras:
A. Coercitivo: associação com requerimentos legais, forçado por agências poderosas. Um exemplo seria o Estado obrigando certas instituições a adotarem determinados procedimentos.
B. Mimético: gerentes deseja, conscientemente, imitar algum exemplo bem sucedido. Um questionamento sugerido pelo autor é a questão do por que todos os países possuem bandeiras, hinos, chefes de estado, entre outras coisas? Anderson explica questionamentos como esses tendo como base a Teoria Institucional, e adotando Estado-Nação como forma organizacional.
C. Normativo: uma maneira idealizada, e tida como verdadeira e certa seria perseguida. Isso ocorreria por meio de cursos internos à empresa e por meio de redes de relacionamentos.

No mesmo capítulo referente ao assunto abordado nesta postagem, os autores do nosso livro texto citam os autores ligados a racionalidades pós-modernas como Taylor e Fayol. Por meio de exemplos reais, afirmam que o processo de tomada de decisão deve seguir a regra de que existem aqueles que atuam como o “cérebro” da organização, enquanto que outros deveriam atuar como “mãos”. Ou seja, enquanto alguns trabalham exercendo funções mentais e que envolvem o intelecto, medidas estratégicas e cálculos, outros deveriam assumir a função do trabalho físico, mecânico e previamente calculado pela cúpula intelectual da organização.
O processo de tomada de decisão é descrito como um processo lógico, racional, e bem organizado:

1) O problema é definido
2) Todas as informações relevantes que levam a uma ótima solução são coletadas
3) Revendo as informações, a gerência desenvolve uma serie de possíveis soluções.
4) Avaliando as possibilidades com cuidado, a gerência toma a decisão visando à solução ótima.
5) Essa solução é implementada e avaliada constantemente pela gerencia.

Mas, James March e Herbert Simon dizem que os gerentes procuram por soluções que satisfaçam apenas as necessidades. Isso porque o humano tem uma capacidade limitada de processamento de informações- ninguém poderia considerar todas possíveis soluções e escolher dentre elas a melhor, nem mesmo o melhor gerente. Mas, por ter restrições de tempo e mesmo por não conseguir analisar todas as variáveis, não se obtém uma solução ótima, mas aquela que melhor satisfaça a situação. Assim, Simon e March observam a Racionalidade Limitada: a solução ótima é impossível devido aos fatores limitantes.
O s autores do livro texto terminam esse capitulo citando, entre outras coisas, alguns pensamentos de
Weber, assim como o exemplo das padarias do pãozinho francês. Com relação a Weber, os autores citam alguns dos benefícios da burocracia observados por Weber para dentro das empresas:
· Limita a ambiguidade de poder e privilegio;
· Dá direito ao apelo contra algo ilegítimo;
· Ninguém estria acima das leis, ninguém poderia escapar às regras.
Assim, a impessoalidade da burocracia aplicada devidamente é uma garantia dos direitos civis e liberdade.
Já com relação ao exemplo da padaria, dizem que as padarias agem racionalmente, assim como os industriais, equipadas com métodos de gerencia racional procurando economias de escala, mesmo que maneiras radicalmente diferente.
Não é por se tratar de uma indústria que é mais racional, existem racionalidades baseadas em suas próprias lógicas. Nenhuma racionalidade seria necessariamente mais racional do que outra. Da mesma maneira como a reprodução das padarias francesas não se trata apenas de uma maneira de organização, mas também uma complexa pratica econômica e cultural, satisfazendo o conceito de
embeddedness.











NOVA CONTRIBUIÇÃO, 26/05/2010, GRUPO 15

A teoria institucional define o ambiente organizacional como espaço de constantes trocas de recursos, sejam econômicos (tangíveis) – como terra e máquinas – ou simbólicos (intangíveis) – como marca, credibilidade da empresa, reputação de seus líderes, etc. É desafio das organizações encontrar esses recursos e transformar os econômicos em simbólicos e vice-versa, com o objetivo de proteger a empresa das incertezas do ambiente em que está inserida.

A teoria surgiu em 1900 como um questionamento da teoria neoclássica, buscando contestar alguns de seus principais aspectos: a competição perfeita, a idéia de que são as preferências do indivíduo que definem suas escolhas, a motivação econômica para definição de suas escolhas e a independência ao contexto sócio-histórico a que cada indivíduo está sujeito. Durante o tempo, a ênfase da teoria foi se modificando, baseada nas necessidades e especificidades de cada época. Até a década de 1960, a teoria se preocupou com a independência das organizações com relação ao ambiente. De 1960 até meados da década de 1970 passou seu enfoque para a interdependência entre a empresa e o ambiente. Desde então, a preocupação se expandiu para a interdependência social e cultural da organização com o ambiente. Atualmente a teoria se preocupa com a maneira como os mitos e rituais são gerados e internalizados (institucionalizados) nas organizações, através de processos racionais.

A teoria institucional trouxe contribuições importantes para a discussão a cerca das organizações. Esta teoria colocou em xeque a importância das características intrínsecas à organização como fonte de uma estruturação formal, além de enfatizar que compreender as bases culturais é um meio de entender o comportamento dos indivíduos e organizações. É importante destacar que é a partir desta teoria que se reforça a necessidade da observância das inter-relações e impactos sociais a que estão sujeitas as atividades das empresas, não podendo estar estas apenas preocupadas com sua eficiência produtiva e financeira.

De uma forma geral, pode-se dizer que esta teoria aborda principalmente os processos de socialização e racionalidade. Ela estuda os casos em que o indivíduo atua racionalmente, baseado nas conseqüências de seus atos e os casos de atuação institucional, em que seu comportamento é pautado pela conformidade com os padrões socialmente definidos. Conseqüentemente, as organizações possuem maiores chances de sobreviver caso ajam de acordo com estes padrões sociais.

A teoria usa a expressão isomorfismo institucional para descrever esta convergência progressiva através da imitação. Esta imitação legitima a organização, fazendo com que fique protegida de eventuais questionamentos quanto a sua conduta. São definidos três tipos de isomorfismos. O primeiro deles, coercitivo, é baseado nas pressões pela conformidade, exercida através de padrões e regulamentos. Pode-se citar como exemplo o caso de empresas financeiras que precisam estar em conformidade com certas normas regulatórias do sistema, o que gera certa uniformidade entre elas. O segundo tipo de isomorfismo é o mimético, basicamente definido pelo benchmarking, ou seja, a cópia das melhores práticas de outras empresas (não necessariamente concorrentes). Por último, o isomorfismo normativo que é resultado da forte influência profissional, onde cada vez mais especialistas, publicações, associações profissionais, etc., incorporam normas profissionais próprias para as tomadas de decisões.



NOVA CONTRIBUIÇÃO 10/06/2010 GRUPO 8

Como integração entre os assuntos de gestão/cultura brasileira e teoria institucional podemos, resumidamente, dizer o seguinte:

A teoria institucional é uma importante visão das organizações, na qual as estruturas econômicas do meio em que esta está inserida estão intimamente ligadas as relações sociais que fazem parte da estrutura organizacional. A cultura organizacional também faz parte desta relação.
Deste modo, a interação entre a organização e o ambiente vão além do comportamento (aqui, amplamente citado) dos seus membros, chegando até as suas estruturas econômicas. Como citado acima, é desafio das organizações encontrar recursos e transformá-los. Esta transformação certamente não faria sentido se não levasse em conta o ambiente, afinal de nada interessa produzir algo pelo o que outros não se interessem.

Portanto, novamente ressaltando, a cultura organizacional é de fundamental importância a um gestor para que este adapte o funcionamento da organização aos padrões do ambiente, em vários sentidos, desde a simples organização dos funcionários para a melhor eficiência possível da mão de obra, até o que a empresa fornece ao ambiente.